Eliana Calmon diz que não vai se calar (E NÓS SOMOS SEU ECO)

Foto: ANDRE DUSEK/AGÊNCIA ESTADO
“Eles não vão conseguir me desmoralizar”, disse a ministra e corregedora nacional de Justiça, alvo de juízes e também do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal

 

No início da semana, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), no programa Roda Viva, da TV Cultura, foi para cima da ministra Eliana Calmon criticando seus poderes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Ela tem autonomia? Quem sabe ela venha a substituir até o Supremo”, disse.

Eliana Calmo chamou a atenção ao denunciar juízes que utilizam suas atribuições para proteger e acobertar diversos crimes e criminosos. Apesar de ter se tornado um alvo, a corregedora nacional da Justiça rebate as críticas e manda um recado a quem atravessar seu caminho : “Eles não vão conseguir me desmoralizar, isso não vão conseguir.”

Leia a entrevista de Eliane Calmon ao Estado de S. Paulo :

Estado: A sra. vai esmorecer?

MINISTRA ELIANA CALMON: Absolutamente, pelo contrário. Eu me sinto renovada para dar continuidade a essa caminhada, não só como magistrada, inclusive como cidadã. Eu já fui tudo o que eu tinha de ser no Poder Judiciário, cheguei ao topo da minha carreira. Eu tenho 67 anos e restam 3 anos para me aposentar.

ESTADO: Os ataques a incomodam?

ELIANA CALMON: Perceba que eles atacam e depois fazem ressalvas. Eu preciso fazer alguma coisa porque estou vendo a serpente nascer e eu não posso me calar. É a última coisa que estou fazendo pela carreira, pelo Judiciário. Vou continuar.

ESTADO: O que seus críticos pretendem?

ELIANA CALMON: Eu já percebi que eles não vão conseguir me desmoralizar. É uma discussão salutar, uma discussão boa. Nunca vi uma mobilização nacional desse porte, nem quando se discutiu a reforma do Judiciário. É um momento muito significativo. Não desanimarei, podem ficar seguros disso.

ESTADO: O ministro Marco Aurélio deu liminar em mandado de segurança e travou suas investigações. Na TV ele foi duro com a sra.

ELIANA CALMON: Ele continua muito sem focar nas coisas, tudo sem equidistância. Na realidade é uma visão política e ele não tem motivos para fazer o que está fazendo. Então, vem com uma série de sofismas. Espero esclarecer bem nas informações ao mandado de segurança. Basta ler essas informações. A imprensa terá acesso a essas informações, a alguns documentos que vou juntar, e dessa forma as coisas ficarão bem esclarecidas.

ESTADO: O ministro afirma que a sra. violou preceitos constitucionais ao afastar o sigilo de 206 mil investigados de uma só vez e comparou-a a um xerife.

ELIANA CALMON: Ficou muito feio, é até descer um pouco o nível. Não é possível que uma pessoa diga que eu violei a Constituição. Então eu não posso fazer nada. Não adianta papel, não adianta ler, não adianta documentos. Não adianta nada, essa é a visão dele. Até pensei em procura-lo, eu me dou bem com ele, mas acho que é um problema ideológico. Ou seja, ele não aceita abrir o Judiciário.

ESTADO: O que há por trás da polêmica sobre sua atuação?

ELIANA CALMON: Todo mundo vê a serpente nascendo pela transparência do ovo, mas ninguém acredita que uma serpente está nascendo. Os tempos mudaram e eles não se aperceberam, não querem aceitar. Mas é um momento que eu tenho que ter cuidado para não causar certo apressamento do Supremo, deixar que ele (STF) decida sem dizer, ‘ah, mas ela fez isso e aquilo outro, ela é falastrona, é midiática’. Então eu estou quieta. As coisas estão muito claras.

 

Fonte: Brasília 247

2ª CORRIDA E CAMINHADA VENCEREMOS A CORRUPÇÃO

A 2ª Corrida e Caminhada Venceremos a Corrupção será realizada no dia 11 de dezembro de 2011, às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional. A corrida sempre acontece no domingo próximo ao dia 9 de dezembro, que é o Dia Internacional Contra a Corrupção, instituído pela Assembléia Geral das Nações Unidas. Uma data celebrada ao redor do mundo visando mobilizar a sociedade em torno do tema e renovar os esforços articulados do governo, empresas e sociedade.

Este ano a prova foi projetada para receber cinco mil corredores, seus amigos e familiares em uma manifestação envolvida por saúde, lazer e bem estar. O objetivo é mobilizar e sensibilizar a sociedade brasiliense, de forma lúdica, estimulando a participação de todos na luta pela transparência da gestão pública visando prevenir e combater a corrupção.

Percurso

Como não podia ser diferente, este ano a corrida acontece novamente na Esplanada dos Ministérios, com largada e chegada em frente ao Congresso Nacional, palco dos maiores escândalos envolvendo desvio de recursos públicos no país.

Os atletas poderão escolher entre os percursos de 4km e 10km. Além destes teremos também uma caminhada recreativa de 1,1km, para que as pessoas que não sem preparo físico para o percurso maior possam também participar desta manifestação.

Estrutura do evento

Para receber os atletas com conforto e qualidade, a organização da prova, com patrocínio das entidades envolvidas, preparou uma estrutura invejável:

Guarda Volumes: tenda destinada para guardar os pertences dos atletas durante a prova. Estará disponível no local de largada/chegada da prova para todos os participantes inscritos.
Postos de Hidratação:Além da distribuição de água e isotônico com o kit atleta, a cada 2,5km do percurso teremos um ponto de hidratação com distribuição de água para os atletas.
Cronometragem de Tempo: Contaremos com a cronometragem por chip para todos os participantes da corrida. Os resultados serão disponibilizados aqui no site após o encerramento da corrida. Também teremos o controle manual por amostragem para garantir a precisão do tempo.
Seguro: Seguro de responsabilidade civil para a organização da prova, para a CBAt e para a Federação Estadual respectiva.
Posto Médico: Posto de atendimento médico equipado com o necessário para qualquer emergência. Além de médicos socorristas, fisioterapeutas e enfermeiros, contamos com equipe de resgate para remoção imediata de atletas que necessitem de atendimento especializado.
Atendimento Hospitalar: Além da presença de ambulâncias e peritos em pronto-socorro, teremos convênio com hospitais ou clínicas locais para atendimento aos participantes em caso de urgência.
Banheiros: Para você não passar aperto, teremos banheiros no local, separados em masculinos, femininos e banheiros adaptados a portadores de deficiência;
Segurança: a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros darão apoio e garantirão a segurança do evento, isolando a área da corrida e impedindo que o trânsito possa causar qualquer transtorno.

Inscrição

Podem participar da corrida pessoas a partir de 16 anos que estejam em boa forma física e concordem com o regulamento da prova. Clique no botão que corresponde a sua inscrição e faça hoje mesmo a sua:

Ao fazer o seu cadastro e pagar o boleto de sua inscrição você tem direito ao kit atleta composto por camiseta, boné, kit para cronometragem (número de peito e chip (deve ser devolvido no final da prova)), lanche e adesivo para carro. O kit deverá ser retirado dois dias antes da prova em local a ser determinado e divulgado aqui no site.

As inscrições serão encerradas no dia 02/12/2011, ou em data anterior a esta, caso seja atingido o limite técnico de 5.000 (cinco mil) participantes.

OS “ATLETAS” DO GRUPO RENOVADORES UDF  TAMBÉM ESTÃO CONVIDADOS A CORRER PELA CIDADANIA. PROCURE UM DOS REPRESENTANTES DO GRUPO E SAIBA COMO GANHAR AUXILIO EM SUA INSCRIÇÃO!

Delegado da PF critica impunidade de corruptos

Diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, Saadi revela decepção com resultados do País na ação contra desvios

 

“No universo de 512 mil presos quantos são os condenados por corrupção passiva?” perguntou o delegado da Polícia Federal. “São 76” ele emenda.

 

“Trabalhei oito anos na delegacia de combate a ilícitos financeiros. Quantas condenações definitivas aconteceram?”, ele insistiu. “Zero, nenhuma.”

 

Ricardo Andrade Saadi, delegado da PF, é diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), braço do. Ministério da Justiça que mira fortunas ilícitas que ladinos mandaram para fora do País.

 

Na noite de quinta-feira, diante de uma plateia formada por promotores de Justiça, estudantes de Direito e delegados como ele, Saadi participou de um ciclo de palestras na Escola Superior do Ministério Público de São Paulo. Durante cerca de uma hora, Saadi expôs dados atualizados da saga que é localizar o dinheiro surrupiado dos cofres públicos no Brasil.

 

Em um pen drive, que o acompanha por onde vai, ele carrega informações sobre rastreamento de bens que a corrupção desviou e os caminhos para a repatriação.

 

Durante largo período, de 2002 a setembro de 2010, sua função era fundamentalmente reprimir – então chefe da unidade mais famosa da PF, a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), ele comandou importantes missões. Por exemplo, a devassa no Banco Santos que culminou na condenação de Edemar Cid Ferreira a quase 20 anos de prisão; a segunda etapa da Operação Satiagraha, afinal trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ); e o cerco incessante a empresários, doleiros, políticos e servidores públicos citados por peculato e fraudes.

 

Sua arma, agora, é a diplomacia, pois lhe compete negociar acordos e coordenar a execução da cooperação internacional.

 

Também cabe a ele fazer prevenção à lavagem de dinheiro e ao crime organizado transnacio- nal. A meta maior, diz, é “tirar o dinheiro do cara, não é simplesmente prender porque não adianta”.

 

Saadi é um profissional empolgado com o que faz. Defende enfaticamente a cooperação como caminho eficaz para o retomo de capitais que escaparam do País pelo ralo da malversação.

 

Porém, ele não consegue disfarçar a decepção com os resultados do Brasil, marcado pela eternização das demandas judiciais. Isso, admite, já o fez passar constrangimentos.

 

 

Vergonha. Ele alerta que autoridades da maioria dos países onde o DRCI mapeia recursos sugados da União exigem que os alvos tenham sido condenados definitivamente aqui – mas não há registro de que alguma corte por estas bandas tenha dado veredicto final a processo contra corrupto. “Passei uma vergonha tremenda nos Estados Unidos”, relata Saadi. “Para manter o bloqueio de USS450 milhões de um banqueiro me perguntaram quando teria o trânsito em julgado. Eu disse: não sei. A gente tem que botar a mão na consciência.”

 

Desde 2004, quando foi criado, o DRCI registra ano a ano os casos de corrupção comunicados ao exterior. Em 2006 o número de processos dessa natureza bateu em 23. Em 2009, caiu para um único procedimento. “Olha que coisa esquisita. Por que isso está acontecendo? O corrupto vai guardar dinheiro no Brasil? Ninguém guarda o dinheiro aqui, é na Suíça, em Cayman, nas Ilhas Virgens.”

 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

FIRE UNIVERSITÁRIO UDF – ILUMINADOS EM CRISTO

“Aqueles que pregam e ensinam sobre Cristo sofrerão e serão fortemente tentados. Não podem fazer a sua obra sem o “poder do alto” prometido pelo Senhor ressuscitado.”

Os Alunos UDF têm encontro marcado com a Fé todas as Terças e Quintas (matutino e noturno) no horário do intervalo com o grupo Fire Universitário do UDF. O grupo formado por jovens cristãos se reúne para louvar e agradecer ao Senhor Jesus Cristo pelas glórias conquistadas.

A família cresce a cada encontro e todos esperam sua participação. Corações dignos de Graça são responsáveis pela evangelização do rebanho de Deus.

“Deus tem sido generoso com o Fire Universitário. Pois, temos presenciado de perto estudantes quebrantados, avivados e com sede pelo Evangelho”. ( Gilberto Araújo)

Participem!

Informações:

Todas as terças e quintas na hora do intervalo (matutino e noturno)

Local: Jardim da UDF (Área dos fumantes)

Contato: Altair Siqueira

twitter: http://twitter.com/#!/FireUniUDF (@FireUniUDF)

E-mail: intervalocomdeus.udf@gmail.com

Blog: fireuniversitario.wordpress.com

 

MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO

MARCHA CORRUPÇÃO

A segunda rodada de marchas promovidas pelo Movimento Contra a Corrupção (MCC), como assinalamos ontem neste espaço, revelou crescimento dessa mobilização de protesto e favorável a medidas sérias que reduzam, porque ninguém tem a veleidade de extinguir, a corrupção no país. Um sinal de crescimento foram os espaços ganhos na imprensa, especialmente nos jornais. Já não está dando para ignorar.

Nesta segunda rodada, realizada na quarta-feira, feriado nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o Movimento Contra a Corrupção recebeu as bênçãos explícitas da Igreja Católica, em manifestações expressas pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Raymundo Damasceno Assis e pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer. O apoio da Igreja Católica, que já havia sido anunciado anteriormente por intermédio da CNBB, mas na quarta-feira se consolidou, é um elemento importante para impulsionar o movimento.

Acrescente-se que também a Ordem dos Advogados do Brasil, que também já anunciara seu apoio com uma nota oficial, na quarta-feira passou a participar ativamente do movimento. Seu presidente nacional, Ophir Cavalcante, convocou os conselheiros federais da Ordem e os presidentes das seccionais estaduais a participarem da manifestação realizada em Brasília, que foi a principal, reunindo no mínimo 20 mil pessoas. O presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros, estava lá, mas uma representação da OAB, “uniformizada”, participou da marcha em Salvador.

Cumpre assinalar, porém, que, se está havendo perseverança na mobilização contra a corrupção, essa mobilização se faz diferente de outras tantas que contaram com as estruturas de partidos políticos e de sindicatos e confederações sindicais. Não quer a mistura, evita a instrumentalização. E faz muito bem.

Esta seletividade obriga, no entanto, a aumentar a criatividade. Uma óbvia, natural, intuitiva, mas grande idéia foi adotar a vassoura como símbolo do movimento. Este pediu que, na quarta-feira, os moradores de Copacabana (onde ocorreu a manifestação carioca) colocassem vassouras nas janelas. Não sei se o fizeram. Sei apenas que a praia amanheceu com 594 vassouras pintadas de verde e amarelo fincadas na areia. Uma para cada congressista.

Um certo senhor muito apreciado nos ibopes lançou no país uma tese segundo a qual uma campanha contra a corrupção tem a marca da “moralidade”, que é característica “da direita”, com o que, claro, a campanha passa a ser automaticamente “de direita” e “direitistas” se tornam automaticamente os que a fazem, os que participam.

Ora, isso é estranho, muito estranho, pois, no reverso da medalha (ou da moeda, já que estamos tratando de corrupção) os que são contrários a campanhas de corrupção, os que a querem inatacada, sabe-se lá por qual razão – muitos, neste sentido atuando no twitter, talvez por mero adestramento perpetrado pelo autor da mencionada e tão esquisita tese – representariam os que não são de “direita” e, detestando eles o “centro”, são necessariamente “de esquerda”. Então eles estão querendo mesmo dizer que a corrupção é coisa da “esquerda”?

Não creio que seja essa a intenção – que suponho seja apenas a de enrolar as pessoas que eles acham bobas–, mas quem não sabe rezar xinga Deus.

Em tempo: a vassoura é ótima. É um ótimo símbolo para a campanha. Todo mundo tem vassoura. Pelo menos, toda casa ou apartamento. A vassoura é democrática. No Chile usaram as panelas, mas panelaços as estragam. A vassoura é incorruptível.

Merece tratamento em separado.