AOS MESTRES, SEMPRE, COM CARINHO!

Todo início de ano letivo é a mesma coisa. Tomara que seja diferente. Tomara que os alunos prestem mais atenção…Tomara que aproveitem as minhas aulas, a minha dedicação.Pensa assim o professor.Doce ilusão é  acreditar na mudança do sistema, das burocracias ou demagogias. Tudo igual.
A Semana Pedagógica falará sobre a necessidade de desenvolver projetos na escola, sobre o que fazer com a indisciplina dos alunos e que o Laboratório de Informática precisa ser usado. Em algumas escolas, raras, um café da manhã esperará o professor, numa tentativa de massagear-lhe o ego, tão cabisbaixo ano após ano letivo. Algumas dinâmicas no começo das reuniões para angariar sorrisos, animar a platéia. A oração que não pode faltar, porque pra aguentar o tranco tem que segurar na mão de Deus. Não é fácil ser professor em qualquer lugar do mundo. Mas em um país em que a educação é pouco valorizada, em que o sistema de ciclos é visto como o “passar fácil dos alunos”, em que escolas continuam vendendo diplomas por trás de uma regularização legal de fachada e que um professor ganhe tão pouco que precise viver atolado nos créditos de consignação é vergonhoso.
Depois das dicas para um bom ano letivo, vamos às regras: professor tem que ficar o mínimo sentado, tem que “dominar” a sala de aula, nada de chegar atrasado pois educamos pelo exemplo e nunca, nunca mesmo, este deverá trazer seus problemas para a sala de aula.
Mostre seu melhor sorriso, professor. Venha bem vestido e não se esqueça de fazer a chamada, regularizar os diários e entregar as notas em dia. Nada novo. Nenhuma mudança impactante para mudarmos o mundo. E como sonhamos com isso, não é mesmo? Que professor não sonha com uma sala homogênea como nas aulas da faculdade? É só saber fazer um bom plano de aula e tudo sairá perfeito. Quem dera!
Estudamos, nos preparamos para todas as perguntas sobre o conteúdo e vamos pra sala com a certeza: hoje eu vou dar “aquela” aula. Mas os alunos repetem uníssonos que querem uma “aula diferente” e, no auge da sua explicação, o engraçadinho levanta a mão e pede para beber água ou ir ao banheiro.Nada de perguntas inteligentes ou interesse no que você está falando. E, na sua decepção, você pensa: em que barco eu fui entrar?
Não. Não há nada de novo.Há apenas você.Há apenas o seu desejo de mudança solitário. Há apenas você e o seu sonho de ensinar pessoas que queiram aprender.Há apenas a sua verdade, a sua paixão pelos livros, o seu modo de permanecer na lembrança e nos corações de alguns alunos.O seu jeito único e inconfundível de caminhar.
E você só terá essa certeza anos depois, talvez ao passar por uma rua e ser reconhecido ou ao chegar em uma festa e ver o sorriso de algum aluno.Ele te apontará e dirá:”Aquele ali.Está vendo? Foi o meu melhor professor”. E você vai dar um sorriso amarelo, de forma orgulhosa. Ele te contará que está na faculdade, ou que casou, ou que passou num grande concurso e tudo, graças a você. Porque foi você que o ensinou a não desistir na vida.Foi você que contou uma história que ele nunca esqueceu.Foi você que ensinou valores humanos não encontrados nos livros. Foi você que mostrou pra ele que o conhecimento valia a pena.

É… Você faz a diferença, professor. E disso, você nem sabia.

Texto de Jô Angel

PROFESSOR, OBRIGADO!

Ser professor não é buscar uma simples profissão. Não se trata de almejar o melhor salário, tão pouco trabalhar menos, muito pelo contrário, ser professor é não analisar nenhuma dessas hipóteses, é deixar o sentimento de doação tomar conta do ser. Dedicar suas vidas em função do crescimento intelectual, social e familiar dos pequenos seres que se tornarão homens e mulheres de caráter hígido é a recompensa conquistada pelos “Tios” e “Tias” de todos os cantos do País.

Agradecemos a enorme paciência, a bronca pelo silêncio, o exercício difícil, o ponto extra, os exemplos históricos, os erros grotescos, a saudação de “bom dia”, o “boa noite” cansado, a alegria da aprovação e a tristeza de se sentir culpado pela reprovação do aluno.

Aos Professores e Professoras de toda uma vida (Tios e Tias, Mestres e Doutores) do pré escolar até os ensinamentos jurídicos do UDF e Cursinhos, deixo aqui o meu MUITO OBRIGADO, por tudo!

A HISTÓRA DO UDF CONTADA EM SUCESSOS PROFISSIONAIS

Artur Vidigal, de 52 anos, ministro do Superior Tribunal Militar: a primeira vaga efetiva ocupada por um brasiliense (Minervino Júnior/Encontro/DA Press )
Artur Vidigal, de 52 anos, ministro do Superior Tribunal Militar: a primeira vaga efetiva ocupada por um brasiliense

Venci com a cidade

Nenhuma vitória é solitária. Por acreditar nessa máxima, o ministro do Superior Tribunal Militar (STM) Artur Vidigal, atribui à família e aos amigos boa parte da responsabilidade por sua trajetória bem-sucedida. A cidade onde nasceu, Brasília, também leva crédito por ele ter chegado aonde chegou: foi o primeiro brasiliense a ocupar vaga efetiva de ministro no STM, em 2010.

A história da família Vidigal cruzou-se com a de Brasília. Em 1960, quando os pais vieram para a nova capital, a mãe já estava grávida de Artur, que nasceu em 6 de outubro do mesmo ano, pelas mãos de uma parteira.

O ministro passou a infância e a juventude nas asas Sul e Norte. Estudou em, pelo menos, sete colégios, entre eles Cor Jesu, Marista e nos públicos Elefante Branco e Setor Leste. “Eu era adiantado. Mesmo passando de ano, os colégios queriam me reprovar. Minha mãe não aceitava e me trocava de escola”, lembra.

Ele entrou no curso de direito da UDF com 16 anos e aos 21 já estava formado. “Tinha pensado em ser engenheiro civil, mas meu pai me aconselhou a entrar no meio jurídico. Me apaixonei pelo direito e nunca mais pensei em outra profissão”, declara o ministro, hoje com 52 anos, casado e pai de duas filhas.

Artur Vidigal atuou como advogado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Lá, identificou-se com a área de direitos humanos e concluiu especialização em curso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Foi consultor no Ministério da Defesa e no de Desenvolvimento Agrário, além de procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU). O convite para ser ministro no STM veio do presidente Lula.

O tribunal é encarregado de julgar crimes militares que envolvam as Forças Armadas. Entre os 50 processos analisados por semana, o uso de droga nos quartéis é um dos mais comuns. “É inaceitável pensar em homens armados, dentro de quartéis, usando drogas”, afirma. Quando jornais quiseram ter acesso ao processo da ditadura que envolvia o nome da presidente Dilma Rousseff, Artur Vidigal foi um dos responsáveis pela aprovação do pedido. “Não existe imprensa meio livre. Ou ela é livre ou não é. Isso desde que assuma suas consequências e responsabilidades.”

Fonte: Correio Braziliense

* Tentaremos contar aqui no Blog as histórias de vida (e profissional, claro) dos diversos personagens de Brasília que se formaram no Centro Universitário do Distrito Federal (AEUDF, UniDF, UDF…). Muitos professores fazem parte da História UDF como alunos e docentes.