MENSALÃO – Doações ‘sabotam’ cumprimento de pena, diz Gilmar Mendes

Em carta enviada ao senador petista Eduardo Suplicy (SP), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz duras críticas às campanhas criadas na internet para arrecadar doações para o pagamento das multas de filiados do PT condenados no processo do mensalão. Segundo o magistrado, essas iniciativas “sabotam e ridicularizam” o cumprimento das penas.

petralhas

No texto, a que o Blog teve acesso com exclusividade, Gilmar Mendes afirma que a “falta de transparência” na arrecadação desses valores torna ainda mais “questionáveis” os sites lançados por simpatizantes de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino.

No dia 4 de fevereiro, durante ato em defesa do ex-deputado João Paulo Cunha, Suplicy revelou a jornalistas ter feito doações a Genoino e Delúbio, mas não mencionou os valores. Na ocasião, o senador do PT disse que gostaria de ouvir explicações de Gilmar Mendes sobre os motivos de o magistrado ter levantado suspeitas sobre as doações. No mesmo dia, o magistrado havia cobrado que o Ministério Público investigasse a arrecadação promovida por aliados dos condenados do PT.

Na mesma semana, Suplicy enviou uma carta a Gilmar Mendes na qual afirmou que as doações foram legais e que o ministro não poderia colocá-las sob suspeita.

Na resposta enviada a Suplicy, o magistrado da Suprema Corte ressalta que não é contrário “à solidariedade a apenados”. Ele, no entanto, reclama que os organizadores das campanhas dos petistas condenados na ação penal usaram sites hospedados no exterior para dificultar a fiscalização por parte das autoridades brasileiras.

“A falta de transparência na arrecadação desses valores torna ainda mais questionável procedimento que, mediando o pagamento de multa punitiva fixada em sentença de processo criminal, em última análise sabota e ridiculariza o cumprimento da pena – que a Constituição estabelece como individual e intransferível – pelo próprio apenado, fazendo aumentar a sensação de impunidade que tanto prejudica a paz social no país”, escreveu Gilmar Mendes na carta.

Procurada pelo Blog, a assessoria de Suplicy informou que o senador viajou para o Irã nesta sexta (14) e ainda não tem conhecimento sobre o conteúdo da carta. Porém, funcionários de seu gabinete já encaminharam, por e-mail, o conteúdo da mensagem reproduzida no Blog. De acordo com assessores do parlamentar de São Paulo, o documento original ainda não chegou ao gabinete de Suplicy.

Leia na íntegra a Carta do Ministro:

Carta-Gilmar-Mendes-11Fonte: Blog do Camarotti

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SAGA FAP-DF (EXCELÊNCIAS DO CRIME)

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) por fraude à Lei de Licitações. O caso será analisado pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça, já que o parlamentar tem foro privilegiado.

 

cristianoDepois da conclusão do inquérito da Polícia Civil que investigou um suposto esquema de concessão fraudulenta de bolsas da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), o MP decidiu oferecer ação penal contra Cristiano Araújo e imputou o crime nove vezes ao deputado. …

A estudante de Direito Tatielly Valadares, umas das beneficiadas

A estudante de Direito Tatielly Valadares, umas das beneficiadas

Investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e interceptações telefônicas apontaram evidências da participação do distrital na contratação de pessoas sem qualquer qualificação para receberem bolsas de pesquisa de até R$ 4 mil, em desrespeito aos critérios do edital. Jovens de boa aparência ganhavam a mesada sem sair de casa.

Desmembramento

O desembargador José Jacinto Costa Carvalho será o relator do caso. O deputado Cristiano Araújo foi secretário de Ciência e Tecnologia entre outubro de 2011 e abril de 2012 e, segundo investigações,  teria sido o responsável pela indicação de nove das contempladas com as bolsas. O processo deve ser desemembrado: além de Cristiano Araújo, há outros 31 denunciados. Mas o Ministério Público pediu que pelo menos seja mantido no processo do distrital os antigos diretores da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) também denunciados.

Sumiço de processo

As denúncias que envolvem Cristiano Araújo também estão sob apreciação do Tribunal de Contas do DF. No mês passado, os conselheiros determinaram que a FAP informe as medidas tomadas para apurar o possível extravio do processo referente ao edital 09/2012, que, segundo a Polícia Civil, foi fraudado. O distrital nega as indicações e o envolvimento no caso.

Fonte: Correio Braziliense – 05/01/2014

 

Entenda o caso!

 

SAGA FAP-DF (LORDS OF CORRUPTON)

Gravações revelam evidências de que Gim Argello, líder do PTB no Senado, era quem chefiava o esquema de fraudes em bolsas de pesquisas no governo de Brasília

Senador biônico, Gim Argello

Uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil do DF sobre fraudes na concessão de bolsas de pesquisas pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP), vinculada ao governo de Brasília e controlada pelo PTB até o ano passado, revela evidências de que o senador Gim Argello, líder do partido no Senado, era o mandante do esquema. A descoberta está em escutas telefônicas, feitas com autorização judicial e obtidas por ÉPOCA, nas quais funcionários da fundação, a maioria dirigentes do PTB, detalham as fraudes – e o patrocínio político de Gim para que elas pudessem acontecer. …

Um dos diálogos mais reveladores transcorreu no dia 26 de outubro do ano passado. Nele, Gustavo Tamm, um ex-funcionário da FAP e dirigente da executiva nacional do PTB, afirma a um interlocutor de nome Adriano: “Não dá para esconder aquele esquema ali…Onde é que houve uma coisa de diferente ali? Na seleção. Quem selecionou foi a Vera, a mando do Renato, do senador (ver documento abaixo)”. Segundo investigadores, “Vera” é Vera Moreira, funcionária da FAP, “Renato” é Renato Rezende, então presidente da fundação, também filiado ao PTB, e “senador” é ele mesmo: Gim Argello.

cristianoComo funcionava o esquema? Funcionários da FAP alertavam os escolhidos pelo PTB sobre as bolsas de pesquisa voltadas à Copa do Mundo de 2014, destinadas à elaboração de um banco de dados com as melhores empresas de Brasília para atender aos turistas no próximo ano. As bolsas renderiam entre R$ 2,5 mil e R$ 6 mil por mês. Os apaniguados do PTB orientavam os apadrinhados a montar os projetos de pesquisa de acordo com as especificações do edital. Depois, era só esperar a nomeação. A fraude foi confirmada após a Polícia Civil encontrar uma planilha em que apareciam os nomes dos beneficiados e as iniciais de seus padrinhos (ver documento). De acordo com a Polícia Civil, quem mais indicou – nove nomeações no total – foi o principal pupilo de Gim Argello na política brasiliense: o deputado distrital Cristiano Araújo. O partido? PTB. Duas testemunhas disseram à polícia que a seleção era um “processo de carta marcada”.

Procurada pela reportagem de ÉPOCA, a estudante de Direito Tatielly Valadares, umas das beneficiadas com a bolsa e indicada por Cristiano Araújo, segundo a polícia, disse que Renato Rezende a orientou a participar do processo de seleção após ter perguntado a Renato se sabia de alguma oportunidade de emprego. Tatielly disse à ÉPOCA que chegou a frequentar a FAP por dois meses. Perguntada sobre qual era o objeto da sua pesquisa, afirmou: “agora não me lembro. Era tanta correria. Deu um bloqueio tão grande de tudo o que aconteceu”. A estudante de enfermagem Thálita Oliveira também foi contemplada, de acordo com a Polícia Civil, por ser ex-mulher de um agente penitenciário filiado ao PTB.

Os contemplados pelas bolsas de pesquisa só não receberam o dinheiro porque Renato fora afastado do cargo no final de setembro após envolvimento em outra falcatrua: aliás, ele e outros petebistas chegaram a ser presos no final de 2012. A saída de Renato da FAP e a consequente demora em pagar os bolsistas trouxe preocupação à turma de Gim Argello. Eles temiam que a crise desembarcasse no Senado a partir do momento em que os bolsistas acionassem a Justiça para reivindicar os valores da bolsas.

Afastado da direção da FAP, Renato procurou a ajuda de Gim Argello para arranjar outro emprego. Em conversa interceptada pela polícia, no dia 25 de setembro do ano passado, entre ele e um aliado antigo de Argello, Renato afirma merecer uma nova oportunidade por ter poupado o grupo (ver documento abaixo). “Esse negócio ficou caro pra mim. Porque porra, não impliquei ninguém, só a mim mesmo. Tava fazendo tudo para ter um capital político pro grupo”, afirmou.

A estudante de Direito Tatielly Valadares, umas das beneficiadas

A estudante de Direito Tatielly Valadares, umas das beneficiadas

Outra interceptação, no mesmo dia, dá conta de que Argello receberia Renato no dia seguinte em seu gabinete no Senado para resolver o futuro profissional do aliado. No cardápio, duas opções para Renato. Um cargo na Petrobrás ou uma vaga no BRB, banco estatal do governo de Brasília. Sobre a possibilidade de um emprego na Petrobrás, Renato ficou entusiasmado: “Isso aí é filé demais”. Perguntado por ÉPOCA se havia visitado o gabinete de Argello, Renato afirmou: “Depois que saí da fundação eu estive com ele (Gim) no gabinete. Fui prestar contas. Fui dar um abraço nele. Dizer até logo e agradecer pela oportunidade”, disse. “Ele (Gim) disse que eu trabalhei para o partido, mostrei eficiência e tal. Queria saber se o partido precisasse contar comigo se eu estaria à disposição”. Em outra gravação, interceptada no dia 11 de outubro do ano passado, Renato conversa com Gustavo Tamm (aquele que afirmou que a seleção era feita a mando do senador). Renato diz ter ido ao gabinete do senador. Segue transcrição do diálogo feito pela polícia (ver documento abaixo): “Renato diz que o senador Gim falou que Renato é do partido e que vai tentar colocá-lo no governo federal”. Renato afirmou a ÉPOCA que trabalha atualmente em uma empresa de sua família.

Há um mês a Polícia Civil indiciou 10 pessoas pelos crimes de formação de quadrilha e fraude em licitação e encaminhou o relatório final da investigação para a Justiça de Brasília. No documento, os investigadores solicitam autorização para indiciar o deputado distrital Cristiano Araújo. A Justiça remeteu a documentação ao Ministério Público do Distrito Federal, que deverá apresentar uma denúncia contra os investigados. ÉPOCA apurou que Cristiano Araújo será chamado a prestar esclarecimentos à polícia. O MP poderá, ainda, se manifestar sobre o envolvimento do senador Gim Argello com a fraude. Se os procuradores entenderem que Gim fazia parte do esquema, poderão encaminhar o inquérito para a Procuradoria Geral da República (PGR). Isso porque Gim tem a prerrogativa de responder a processos no Supremo Tribunal Federal, uma vez que é senador.

Procurados por ÉPOCA, Gim Argello, Cristiano Araújo e Renato Rezende negaram participação na fraude. Gim disse ainda: “Não autorizei ninguém a falar em meu nome”. O senador afirmou ter recebido Renato Rezende em seu gabinete, mas nega ter ajudado Renato a arranjar emprego. Gim Argello nega também contar com cargos na Petrobrás ou no BRB.

Transcrição do áudio do dia 25 de setembro

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Por Murilo Ramos

Fonte: ÉPOCA.com – 06/07/2013
ENTENDA TODA A INCRÍVEL SAGA DE CORRUPÇÃO NA FAP – DF REVENDO TODOS OS SEUS CAPÍTULOS:

Episódio…

OS ESPíRITOS DOS NATAIS PASSADOS TENTANDO FICAR NA OAB-DF?

Presidente da OAB-DF diz ter achado escuta na sede da seccional

Técnico encontrou gravador e microfone sob a mesa do presidente.
PF disse que está periciando aparelhos e vai emitir laudo semana que vem.

grampo-telefonicoO presidente da seção da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Ibaneis Rocha, disse nesta sexta-feira (1º) ter encontrado um gravador instalado na central telefônica do órgão e um microfone escondido sob a mesa dele. Os equipamentos foram recolhidos pela Polícia Federal para perícia.

Rocha disse que a escuta foi descoberta após ele ouvir, desde o início da sua gestão, em 1º de janeiro, um chiado permanente nos telefones da presidência. Além disso, as ligações caiam com frequência. “Pensei que era defeito na sala da presidência”, disse.

No último domingo (27), um técnico especializado foi contratado para verificar o problema e encontrou o equipamento. A Polícia Federal foi acionada no mesmo dia, apreendeu os aparelhos e colheu digitais.

A PF informou que não fez a inspeção na sede da OAB-DF, mas confirmou ter recolhido os equipamentos encontrados pela emnpresa contratada pela Ordem. O laudo sobre a origem dos equipamentos deve ficar pronto na próxima semana.

“Encontrar esse equipamento na Ordem me causou espanto. Não tenho suspeitas de quem fez isso. O autor do crime tem que ser localizado e punido, tendo ouvido ou não alguma gravação”, falou Rocha.

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Ibaneis Rocha foi eleito presidente da OAB-DF em novembro do ano passado. Ele venceu Francisco Caputo, que tentava reeleição. Ibaneis teve 7.225; Caputo, 4.805. De acordo com a OAB-DF, cerca de 15 mil advogados participaram da votação.

Fonte: G1.com

UM ERRO QUE JAMAIS APAGARIA O OUTRO – UDF

O 1º Semestre de 2012 no Centro Universitário do Distrito Federal foi movimentado para alunos, professores e funcionários. Nova Reitoria foi apresentada, boas avaliações do MEC em alguns cursos, o retorno ao primeiro lugar do nosso Curso de Direito na prova da Ordem, além e claro das eleições do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UDF.

Mas queremos falar aqui apenas sobre o DCE/UDF e sua gestão 2012/2013 eleita em fevereiro, logo na segunda semana de aulas. O grupo RENOVADORES participou das eleições com um chapa plural, envolvendo alunos dos mais diversos cursos e propostas que considerávamos necessárias para alunos e Instituição. Durante as eleições nosso grupo trouxe diversas denuncias acerca da forma em que o pleito estava sendo conduzido, sem respeitar o que trazia o Estatuto do DCE. Porém, mesmo com as diversas falhas nas eleições, não deixamos de parabenizar os eleitos, nos colocando a disposição para ajudar em qualquer ato que o Diretório precisasse para benefício da coletividade.

Entretanto, logo nos primeiros dias de gestão da nova (velha) Diretoria Executiva, o DCE deixou de existir como representação estudantil, pois os interesses pessoais se tornaram evidentes e se sobrepuseram às necessidades do alunato. O Diretório foi dividido e ações nada republicanas foram feitas contra alunos e professores dos cursos de Relações Internacionais e Ciências Políticas (famosa invasão da XEROX do DARIPOL). O evento no mínimo imoral foi objeto de registro policial, além da abertura de Processo Disciplinar Interno, pois infringiu normas estabelecidas no Regimento Interno do UDF.

Durante todo o tempo em que o processo tramitava internamente sendo cumpridos todos os procedimentos legais, os autores da invasão desastrada procuravam “culpados” por seu imbróglio. Resolveram, então, descontar a culpa em seu presidente, João Paulo de Oliveira Netto, quem há poucos meses pedia votos aos alunos para que todos os envolvidos fossem reeleitos no Diretório.

Foi criada uma “Comissão” para julgar a postura de João Paulo em relação ao episódio da “XEROX do DARIPOL”, a conclusão dos trabalhos, claro, não poderia ser outra; Culpado. O próximo passo seria levar a decisão para uma Assembleia Geral do DCE para que os alunos julgassem e destituíssem João Paulo do cargo de presidente. Como é estipulado no Código Civil Brasileiro a publicidade é obrigatória para atos como Assembleias em associações. Então qual a solução encontrada pelos dirigentes do DCE? Publicar a Convocação na página do DCE no Facebook? Na página oficial do UDF? No próprio DCE? Claro que não, pois a intenção deles não era ter uma Assembleia ampla, com dezenas ou centenas de alunos informados sobre o procedimento. Queriam votar a queda de seu presidente entre 5 ou 10 pessoas no máximo. Aí alguém teve a excelente ideia de PUBLICAR a CONVOCAÇÃO nas páginas de classificados de um jornal local (Jornal de Brasília), pois assim cumpririam o que manda a legislação e não criariam um alarde sobre o julgamento.

ENTRETANTO, mesmo planejando tudo “certinho”, faltava combinar com a Comissão daquele primeiro processo, o mais importante. E hoje, saiu o resultado oficial do Processo Disciplinar Interno:
– DESLIGAR DOS QUADROS DE DISCENTES DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL, OS ALUNOS ENVOLVIDOS NO EPISÓDIO DA INVASÃO DA LOJA PRESTADORA DE SERVIÇOS DE FOTOCÓPIO E XEROX DO DIRETÓRIO ACADÊMICO DE RELAÇÕES INTRNACIONAIS E CIÊNCIAS POLÍTICAS!

Ou seja, antes que pudessem tirar o presidente eleito do cargo, os dirigentes do DCE e CADir que geraram toda a confusão foram convidados a se retirar do UDF. Assim, acreditamos que se perde o objeto da Assembleia Convocada por eles, assim como o relatório produzido pela comissão criada para julgar os atos de João Paulo Netto.

Não cabe aos RENOVADORES julgar qualquer aluno. Muito provavelmente as expulsões serão contestadas judicialmente, entretanto, acreditamos que o Diretório Central dos Estudantes hoje não tem legitimidade para representar os alunos UDF em nenhuma questão coletiva. A reorganização do DCE é fundamental neste momento.

Não iremos exigir novas eleições, pois respeitamos os votos das centenas de alunos que compareceram ao Centro Universitário naquele dia 17 de fevereiro (véspera de Carnaval), enfrentaram filas e depositaram seus votos em seus candidatos preferidos. Porém, deixamos aqui um pedido para o presidente do DCE, João Paulo, que reflita se não seria importante, nesse momento, refazer todo o processo e corrigir todos os erros, desde o inicio, quando informamos que as eleições estavam sendo feitas de forma irregular!

Então, João Paulo, você como presidente do DCE-UDF, irá convocar Assembleia Geral para que os alunos decidam por manter o DCE da forma que está, julgando todos os alunos envolvidos em irregularidades ou irá levar para votação a Convocação de Novas Eleições Gerais?

RENOVADORES UDF.

 

 

“O QUE É ISSO DCE/UDF?”

O DCE/UDF tem o nome de “DCE-LIVRE” em alusão a criação do histórico Diretório Central dos Estudantes da USP (1976), fato que significou uma grande derrota ao regime DITADOR imposto pelos militares num dos períodos mais terríveis contra a DEMOCRACIA BRASILEIRA. Porém, a referência histórica não faz homenagem a altura, pois o que acompanhamos hoje no DCE/UDF são fatos lamentáveis de desrespeito ao ESTUDANTE UDF. Prorrogar mandato sem eleições, desrespeitando o próprio Estatuto do DCE é algo inaceitável em qualquer Instituição de Ensino, sendo no UDF algo ainda mais lamentável por se tratar de lugar que tem no Curso de  DIREITO um de seus pilares.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DE TAL “ADIAMENTO”? Vejamos o que traz as normas que regulamentam o DCE;

  

 

O QUE DIZ O ESTATUTO DO DCE/UDF?

 

Capítulo VI

Da Assembléia Geral Extraordinária

 

Artigo 9º A Assembléia Geral Extraordinária é órgão deliberativo do Diretório Central dos Estudantes, composta por todos os seus associados, sendo soberana em todas as decisões que não contrariem este estatuto nem a legislação vigente.

§2º A Assembléia Geral Extraordinária deverá ser convocada com prazo mínimo de 15 dias letivos de antecedência, mediante edital de convocação que deverá ser afixada na sede do DCE e nos demais espaços e meios de comunicação disponíveis, sob pena de nulidade.

 

Capítulo VIII

Das Eleições

 

Artigo 17º As eleições da Diretoria obedecerão aos seguintes
procedimentos:

I) DEVERÃO OCORRER EM CADA 18 MESES, CONVOCADAS PELA DIRETORIA DO DCE;

II) A convocação das eleições será por publicação interna, de responsabilidade do DCE, fixando o prazo 30(trinta) dias letivos para o registro prévio das chapas, locais de votação, dias e horários para a realização das eleições;

III) Realização em, no mínimo, três dias, conforme o regimento eleitoral previamente estabelecido, dentro do recinto do Centro Universitário, garantindo o sigilo do voto e da inviolabilidade das urnas;

IV) As chapas candidatas deverão registrar-se junto à Comissão Eleitoral até 05 (cinco) dias letivos antes da eleição após a publicação do edital;

V) A apuração deverá ser realizada de forma imediata após o término da votação;

VI) A Comissão Eleitoral será escolhida dentre os associados, sendo vetada a participação de membros que componham qualquer chapa em disputa do pretenso pleito, será composta por membros eleitos para esse fim na Assembléia Geral que a designar, respeitando em primeira ordem os indicados pelas entidades de base devidamente constituídas;

VII) A Presente comissão fará as inscrições das chapas, o acompanhamento das eleições, analisará e julgará os recursos que porventura impetrados;

VIII) CASO HAJA APENAS 1 (UMA) INSCRIÇÃO DE CHAPA, OU SEJA, CHAPA ÚNICA, OU AINDA, QUE DURANTE O PROCESSO ELEITORAL ALGUMA CHAPA SEJA CASSADA POR INFRINGIR O PRESENTE ESTATUTO, A COMISSÃO ELEITORAL DEVERÁ CONVOCAR OS ASSOCIADOS EMPOSSAR A CHAPA CONSTITUÍDA E COLOCAR EM VOTAÇÃO O SEU PLANO DE GESTÃO;

XIV) A comissão eleitoral deverá providenciar e recolher em tempo hábil as inscrições devidamente preenchidas, inclusive com termo de consentimento assinado pelos membros.
Parágrafo Único: A DIRETORIA ELEITA TERÁ MANDATO DE 18 MESES A CONTAR DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO PELA COMISSÃO ELEITORAL.

 

COMISSÃO ELEITORAL DANDO POSSE A ATUAL DIREÇÃO DO DCE EM JUNHO DE 2010 (MANDATO 2010/2011)

 

 

Quem irá legitimar a prorrogação de mandato do “DCE-LIVRE 2010/2011” no 1º Semestre de 2012, sendo que não houve por parte da Diretoria a organização de ELEIÇÕES DEMOCRATICAS? O Reitor irá legitimar? Os professores? Os alunos? Haverá comando ditatorial que desrespeita o Estatuto feito pelos próprios membros do “DCE-LIVRE“?

 

 

Capítulo XI

Das Disposições Finais e Transitórias

 Artigo 21º O presente estatuto somente poderá ser alterado em assembléia geral extraordinária convocada especificamente para esse fim.

 

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO VIGENTE?

 

LEI No 7.395, DE 31 DE OUTUBRO DE 1985.

 

Art . 3º – Os Diretórios Centrais dos Estudantes – DCEs são entidades representativas do conjunto dos estudantes de cada instituição de ensino superior.

 

LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002.

 

CAPÍTULO II

DAS ASSOCIAÇÕES

 

Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral: (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

I – destituir os administradores; (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

II – alterar o estatuto. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

 

DCE 2012 COM CARGOS EM VACÂNCIA

 

* Nem precisamos levantar a questão da Legislação Eleitoral e normas constitucionais sobre o tema, pois é claro para todos os membros da Instituição que eleições devem ser feitas ao fim de um mandato e não posterior a ele.

Na ocasião da “Assembleia Extraordinária” convocada pelo DCE no corrente semestre, nenhuma questão foi levada a VOTAÇÃO, principalmente em relação a alterações no Estatuto. NÃO HOUVE ALTERAÇÃO NO ESTATUTO. Portanto, ao final de 2011 termina o mandato dos dirigentes do “DCE-LIVRE” e as eleições para a nova estrutura não foram feitas. E AGORA?

 

COM A PALAVRA, ADRIANO BARBOSA, presidente do “DCE-LIVRE/UDF”!