STF ABRIRÁ A 2ª CAIXA DE PANDORA DA POLÍTICA BRASILEIRA?

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Caixa de pandora é um mito grego que narra a chegada da primeira mulher à Terra e com ela a origem de todas as tragédias humanas (dentro da caixa). Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher criada por Hefesto sob as ordens de Zeus.

No Brasil, porém, “Caixa de Pandora” ficou conhecida por ter sido o nome escolhido pela Polícia Federal para batizar a Operação que levou à derrocada política de José Roberto Arruda (então governador do Distrito Federal) e diversos outros agentes políticos da capital.

Agora o país se vê refém de um escândalo muitas vezes superior ao divulgado ao fim de 2009. Cálculos do Tribunal de Contas da União mostram desvios de até 3 bilhões de reais já contabilizados, a Polícia Federal trabalha com números ainda mais assustadores, algo em torno de 10 bilhões de reais desviados dos cofres públicos. A CAIXA DE PANDORA da Petrobrás está fechada com dezenas de nomes de políticos dentro dela, cabendo ao STF abri-la ou não. Se a decisão for para a abertura de inquéritos, o País descobrirá quem são os corruptos, pois os corruptores já foram revelados.

Pouco mais de um mês depois de homologar o acordo de delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no STF, ainda não determinou a abertura de inquérito contra políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na estatal. Em quase cem depoimentos da delação premiada, Costa apontou o dedo para pelo menos 28 deputados, senadores, governadores, entre outras autoridades.

Informações palacianas dão conta de que mais de 70 nomes de  Congressistas Brasileiros estão em poder do Ministro Teori para que sejam investigados pela Polícia Federal e Ministério Público na ação movida pela Justiça Federal do Paraná. Após as prisões dos mega empreiteiros no dia dessa sexta-feira, 14, só restam serem divulgados os nomes do elo político da grande organização criminosa que tomou de assalto a maior empresa pública do Brasil.

As declarações do ex-diretor, já confirmadas em parte pelo doleiro Alberto Youssef, devem botar contra a parede grande número de políticos e inflamar ainda mais o clima no Congresso nesta fase após a reeleição de Dilma Rousseff. Pela gravidade das acusações, o surgimento de nomes vinculados às fraudes será mais um ingrediente na crise que só cresce desde a primeira vez em que Costa foi preso, em março.

As revelações de Costa atingem PT, PMDB, PP, PSB, SD e PSDB, entre outros partidos. Cada um em uma situação específica. Costa e Youssef também denunciaram grandes empreiteiras e contratos bilionários delas com a Petrobras. Só em um dos casos, Costa confessou ter recebido US$ 23 milhões da Odebrecht, o equivalente à soma dos empréstimos que, segundo o STF, o lobista Marcos Valério simulou para abastecer os dutos do mensalão. A empresa nega. Para procuradores e delegados, as investigações principais nem começaram.

— Se for comprovado o envolvimento dos parlamentares, isso vai ter uma repercussão muito forte no Congresso, que é o espaço próprio para se discutir essas questões político-partidárias — disse o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

Investigadores suspeitam que parte do esquema da Petrobras era reproduzido em outros órgãos. Nas investigações já começam a aparecer referências ao Dnit e à Eletrobras, entre outras frentes de investigação que devem ser abertas. Costa continua disposto a colaborar, o que pode prolongar a tensão no Congresso e na Petrobras.

— O compromisso dele é colaborar com a investigação — afirmou João de Baldaque Mestiere, um dos advogados de Costa.

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