OS “GÊMIOS” SERÃO CONDENADOS POR SEUS CRIMES (MENSALEIROS)

Roberto Jefferson (PTB) e José Dirceu (PT) são personagens de uma narrativa clássica, irmãos enlaçados num mesmo destino trágico. Pena que todo esse enredo rico de traições, confissões e gestos de incrível teatralidade nada tenha de sofisticação. Trata-se da mais pura “realpolitik” tropical. Não se tem tudo.

Ao longo de sete anos, ambos os “capos” partidários trocaram incontáveis farpas públicas e privadas.

Na primeira modalidade, o petebista foi imbatível. O seu “Sai daí rápido, Zé”, antevendo a queda de Dirceu da Casa Civil de Lula, é um clássico da crônica política. Os melhores momentos dessa narrativa moralmente falida sempre foram seus.

Até por ser o homem que trouxe o mensalão à luz, na bombástica entrevista à Folha, Jefferson tendia a ser visto com alguma condescendência pelo público. Não ficou marcado no imaginário do caso como um vilão.

Mesmo cassado na Câmara, seguiu como mandachuva do seu PTB. Caíra, mas ficou longe do ostracismo total –de resto, também como Dirceu, que perdeu cargo e mandato, mas montou uma bem-sucedida carreira de “consultor” e manteve grande poder na máquina do PT.

Porém, não adiantou, para Jefferson e demais integrantes do PTB, colocar arapongas para servirem de testemunhas de defesa. Ministros não aceitaram os alibis apresentados pela turma dos “trabalhistas brasileiros”.

Agora, Jefferson é um homem condenado pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Foi corrompido com milhões de reais. O corolário, apesar de todo o debate e das voltas que o mundo jurídico pode dar, é óbvio: e quem corrompeu?

Na próxima etapa, será a vez de Dirceu. Ele e outros membros da antiga cúpula do PT são acusados pela corrupção. Parece provável que eles também sejam condenados, enterrando de vez a retórica do chefe deles, Lula, de que o mensalão é uma farsa e o julgamento, uma forma de manchar seu legado.

O ato final da tragédia traz os dois protagonistas novamente ao centro do palco. Acabarão a história, enfim, Jefferson e Dirceu como gêmeos siameses, cobertos pelo mesmo manto pesado da condenação?

E AÍ? QUAL É A SUA DESCULPA? (EXEMPLO A SER SEGUIDO)

JOVEM UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA MUDA HÁBITOS E SUA VIDA MUDA COMPLEMANTE.

A persistência é o menor caminho do êxito. (Charles Chaplin)

Ítalo Fávero é o que costumamos chamar de exemplo perseverança e força de vontade. O aluno de Direito do Centro Universitário do Distrito Federal sempre foi “gordinho”, o que nunca o impediu de praticar esportes e fazer atividades cotidianas. Porém, toda atividade física ficava limitada a um período menor que os demais amigos e colegas.

Incentivado por seu tio, o jovem de 21 anos resolveu mudar seus hábitos e dar uma chance a sua saúde. Procurou profissionais de Educação Física e Nutrição, fez avaliações físicas e traçou metas “modestas” para um melhor condicionamento físico.

          O que talvez nem o próprio Ítalo pudesse imaginar é que a combinação “Exercícios Físicos + Reeducação Alimentar” fosse produzir efeitos tão rapidamente e de forma tão singular. Ítalo conseguiu perder nada menos que 90 kg em pouco mais de um ano de Projeto “Vida Nova” (iniciou em agosto de 2011).      

 

“Tudo começou pelo incentivo do meu tio Sérgio (Tio Finho) em Agosto de 2011, me proporcionou um treino com Hiury Henrique, que foi meu mestre nessa caminhada. Fiz um plano alimentar com a Dra. Larissa Cerqueira Nutricionista que foi fundamental para minha reeducação alimentar. Não posso deixar de mencionar a equipe do San Lorenzo Ristorante que preparou todos os dias as minhas refeições balanceadas. Por último, mas não menos importante, queria agradecer a minha família que me apoiou em todos os momentos e, claro, todos meus amigos!”

Ítalo Fávero é integrante – fundador do Grupo “RENOVADORES UDF” e antes de pensar em si, já demonstrava preocupação com o bem estar do próximo. Foi o incentivador da Parceria do grupo com o Instituto Integração (Lar Maria Madalena – Lar dos Velhinhos) que é responsável pela doação e arrecadação de roupas, comida e materiais de limpeza para a boa manutenção do Instituto.

Por tudo que conquistou melhorando sua qualidade de vida, auto-estima e disposição, Ítalo deve sim, servir de exemplo para todos, não somente em relação a perda de peso, mas ao esforço em busca de seus objetivos. Vale a pena dedicar-se e traçar metas, pois o resultado pode vir antes mesmo do planejado. Ítalo é exemplo vivo disso!

 

VALEU GALERA, QUE ISSO SIRVA DE EXEMPLO! Como já dizia Chorão do Charlie Brown Jr.: “O impossível é só questão de opinião!”

*Procure profissionais sérios para começar a fazer exercícios ou dietas!

“TRILOGIA FAP-DF” – EX REITOR DO UDF É EXONERADO APÓS DENÚNCIA

Contrato suspeito

Denúncias derrubam presidente da FAP-DF

07:56:48

O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), Renato Caiado Rezende, foi exonerado nesta sexta-feira. Ele foi denunciado por contratar, sem licitação, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), entidade investigada pelo Ministério Público por manter, segundo o órgão, contratos irregulares com a Superintedência da Zona Franca de Manaus (Suframa). De acordo com o MP, o direcionamento de licitações causou lucro ilícito e prejuízo aos cofres públicos. …

 

O contrato firmado com a FAP-DF girava em torno de R$ 8,1 milhões e foi objeto de liminar suspensiva na Justiça por suspeitas de irregularidades. A ação foi proposta pelo promotor Rociano Bezerra Leite Neto e denunciada pela repórter Érica Montenegro do jornal Metro. No lugar de Caiado, quem assume a Fundação de Apoio à Pesquisa é Alexandre Gouveia.

 

** Atualização às 10h53 **

 

O agora ex-presidente da FAP-DF, Renato Rezende, em entrevista ao site G1, disse que sua saída teve motivação política. “Não há relação com as denúncias. Minha saída tem a ver com a mudança no grupo político que assumiu agora a Secretaria de Ciência e Tecnologia e já estava decidida há cerca de 15 dias”, garantiu. Rezende é pessoa de confiança do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), que ocupava até então a Secretaria de Ciência e Tecnologia, mas que foi convidado a trocar a pasta pela de Desenvolvimento Econômico.

Renato Rezende é membro do Diretório Regional do PTB-DF.

 fonte: Edson Sombra

*ENTENDA O CASO:

GDF (FAP) repassa R$ 8 milhões para fundação encrencada

 

Contrato suspeito Justiça suspende contrato milionário

 

“CNJ” NÃO AGNELO! CNMP, AGNELO!

Nota à imprensa – Prosus

19 de Setembro de 2012

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) repudia as acusações do governador Agnelo Queiroz a respeito da ação de improbidade administrativa ajuizada, no dia 17, contra o secretário de Saúde, Rafael de Aguiar Barbosa, a presidente e o diretor-executivo da Fundação Hemocentro de Brasília, Beatriz Mac Dowell e José Antônio de Faria Vilaça (processo n. 2012.01.1.144905-4). A acusação é de “desmonte arbitrário” do Núcleo de Coagulopatia do Hospital de Apoio, que teria exposto os hemofílicos à dificuldade de tratamento, notadamente, após 2011.

Em primeiro lugar, vale a pena recordar que o MPDFT já instaurou três ações de improbidade administrativa relacionadas com o tema. Em uma delas, inclusive, constava a situação do paciente Geremias Cavalcante, à época vivo. Antes do ajuizamento das ações, vários ofícios foram encaminhados ao governador do DF, ao secretário de Saúde e à Fundação Hemocentro de Brasília, o que comprova que a atuação ministerial foi precedida de ampla investigação dos fatos. Além disso, o MPDFT ajuizou ação civil pública em relação ao protocolo aprovado pela Secretaria de Saúde e obteve vitória parcial. O órgão recorreu, mas ainda não houve decisão.

Dessa forma, o MPDFT demonstra que toda a sua atuação tem-se pautado pela ética, técnica e dever funcional. Basta uma leitura atenta da ação judicial para comprovar que se encontra, toda ela, lastreada em farta documentação, obtida junto a isentas auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). Constam, ainda, declarações de médicos, pais e pacientes – as principais vítimas da atual política pública adotada pelo DF. Ademais, a ação encontra suporte na melhor doutrina e jurisprudência, demonstrando um argumento equilibrado, justo e coerente.

Em segundo lugar, é patente o desconhecimento demonstrado pelo chefe máximo do Executivo local, que sequer sabe distinguir a existência de dois órgãos tão diferentes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Cabe lembrar, ainda, que nenhum deles pode praticar, validamente, qualquer atividade de correição para tolher o livre exercício da atividade funcional de um membro do Ministério Público.

Em terceiro lugar, o Brasil é um Estado Democrático de Direito, por isso os gestores devem suportar o ônus da fiscalização de seus atos, devendo deles prestar contas à sociedade e ao Judiciário, quando acionados. Caso contrário, estaríamos diante de um poder absoluto, que converteria os cidadãos à condição de súditos.

Em quarto e último lugar, o MPDFT tem expressa previsão constitucional para agir em defesa da sociedade e, como tal, irá sempre se pautar. Ao contrário de governos políticos que passam, a instituição ministerial é permanente.

Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde

Contrato suspeito Justiça suspende contrato milionário

Ação civil pública aponta irregularidades na escolha de fundação amazonense pelo GDF

O Ministério Público do Distrito Federal quer a anulação do contrato de R$ 8,1 milhões firmado entre a FAP-DF (Fundação de Apoio a Pesquisa) e a Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) em agosto último. A Promotoria de Fundações já conseguiu liminar suspendendo a execução do contrato até o julgamento do mérito da ação. “O contrato tem vários problemas. A FAP-DF não conseguiu explicar porque optou por uma dispensa de licitação”, afirma o promotor Rogaciano Bezerra Leite Neto, autor da ação civil pública. 

O MP considera que há fortes indícios de irregularidade na contratação da fundação amazonense, entre eles o metódo escolhido – chamamento público -, o prazo em que a seleção foi feita – apenas oito dias úteis – e o valor da proposta apresentada pela FAP-DF. O MP apurou que o preço oferecido pela fundação amazonenze se para a execução do serviço (R$ 8,1 milhões) coincidiu com a verba destinada para o desenvolvimento da ação no orçamento da instituição candanga. “Isso sugere uma combinação de preços”, afirma o promotor Rogaciano Bezerra Leite Neto. …

Os argumentos para suspensão do contrato foram acatados pelo juiz José Eustáquio Teixeira, da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF. A FAP pretende recorrer da sentença. “Vamos responder todos os questionamentos. Estamos seguros da idoneidade do processo”, afirma o diretor-presidente da FAPDF, Renato Rezende.

 A Fucapi tem sede no Amazonas e é acusada pelo MPF/AM de desvio de verbas. A representação da fundação no DF ocupa duas salas em uma comercial da Asa Norte, onde apenas duas funcionárias trabalham.


60 segundos com Renato Rezende //

“Fiz para agilizar o processo”, explica diretor-presidente da FAP sobre dispensa de licitação

 

Por que a FAP decidiu assinar o contrato sem licitação com a Fucapi?

Fizemos de acordo com o que está previsto na lei. A lei permite contratação por dispensa de licitação, não é ilegal. Há quase uma década a FAP não consegue executar o orçamento. O dinheiro volta para o cofre do governo. É importante gastar esse dinheiro porque ele financia o desenvolvimento do DF. A contratação por dispensa de licitação agiliza o processo. Se não fosse assim, teria que passar para a Central de Compras e, provavelmente, mais uma vez, não conseguiria executar o orçamento.

 

Que serviço a Fucapi vai prestar?

Ela trabalhará em três frentes. Cuidará da sistematização do funcionamento da fundação, criando métodos de gestão mais eficientes. Também vai fazer captação de recursos em instituições federais e até internacionais, para potencializar a atuação da FAP. E, por último, buscará as melhores práticas em fundações de todo país.

 

O senhor sabia que a Fucapi é processada por desvio de verbas?

Não. Fiquei sabendo quando fui procurado por vocês. A Fucapi apresentou todos os documentos, todas as certidões. Ainda não há condenação, acredito na empresa.

Fonte: Metro Brasília – 20/09/2012

GDF (FAP) repassa R$ 8 milhões para fundação encrencada

Com sede no bairro Industrial da cidade de Manaus, a 3.302 km do Distrito Federal, a Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) prestará serviços para o GDF no valor de R$ 8,1 milhões. O contrato foi assinado com a FAP (Fundação de Apoio à Pesquisa do DF) no último dia 20 de agosto. Se a distância geográfica afasta, o histórico de problemas aproxima as duas instituições.

 Criada para promover a pesquisa científica no DF, a FAP ganhou destaque no noticiário local como ralo de verbas públicas desviadas por meio do programa DF Digital. A Fucapi, por sua vez, foi denunciada pelo Ministério Público Federal à Justiça por ter assumido contratos de licitação direcionados com a Suframa (Superintedência da Zona Franca de Manaus), que causaram prejuízo ao erário. …

 Firmado sem licitação, o contrato entre a Fucapi e a FAP prevê a criação de uma “solução integrada para sistematização, implantação e execução de escritório de gerenciamento, acompanhamento e controle de projetos e pesquisas”. Serviços como esses são considerados corriqueiros no mercado de informática – haveria outras empresas capaz de prestá-los, o que justificaria a realização de uma concorrência pública. Mas o método de escolha utilizado pela FAP apoiou-se em uma brecha da lei 8.666: o inciso XIII do artigo 24.

 De acordo com o inciso, instituições sem fins lucrativos ligadas ao “desenvolvimento institucional” podem ser escolhidas para a prestação de serviços à administração pública sem passar por licitação. O expediente não é considerado ilegal, mas levanta suspeitas dos órgãos de controle. Fontes consultadas pelo Metro identificam a expressão “desenvolvimento institucional” como a causa de boa parte dos problemas recentes envolvendo fundações. “É uma expressão muito ampla, quase tudo pode ser abrigado nela, o que livra as fundações das regras gerais”, afirma um auditor de carreira.

Entenda o caso

Em 20 de agosto, o Diário Oficial trouxe o extrato do contrato celebrado entre a FAP e a Fucapi. A entidade do Amazonas receberá R$ 8,1 milhões por serviços de consultoria dentro da rubrica “análise e avaliação de serviços de consultoria”. O chamamento público não é um expediente previsto na Lei nº 8.666, que regula os gastos feitos com dinheiro público.

 Pela Lei de Licitações, contratações de serviços ou aquisições de bens acima de R$ 8 mil devem passar por concorrência pública. Os envelopes com as propostas dos concorrentes foram abertos em 17 de julho. Oito dias úteis depois, em 26 de julho, a FAP publicou no Diário Oficial o resultado do chamamento público.

 A Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica, do Amazonas) recebeu a nota 95,7894 A Fundação de Apoio à Pesquisa do DF é vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia. No governo Arruda, a FAP lançou o programa DF Digital – tocado pela FGl (Fundação Gonçalves Lêdo). O contrato celebrado pela FAP e a FGL foi rejeitado pelo Tribunal de Contas do DF por não ter seguido os processos licitatórios regulares.

 A Fucapi foi denunciada pelo Ministério Público Federal por contratos de prestação de serviço que estabeleceu com a Superintedência da Zona Franca de Manaus (Suframa). De acordo com o MPF, o direcionamento de licitações causou lucro ilícito e prejuízo aos cofres públicos.

 Em 3 de julho, a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF lançou um chamamento público para selecionar uma entidade de direito público ou privado sem fins lucrativos que criasse uma “solução integrada para sistematização, implantação e execução de escritório de gerenciamento, acompanhamento e controle de projetos e pesquisas”.

 Contrato repete problemas denunciados no passado

A gestão anterior da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) é investigada pela Polícia Civil do DF e pelo Ministério Público por contrato firmado sem licitação com a Fundação Gonçalves Lêdo para a implantação do programa DF Digital. De acordo com as apurações da polícia e do Ministério Público, houve prejuízo de pelo menos R$ 9 milhões aos cofres públicos. “Os serviços foram contratados sem licitação e boa parte deles não foram nem sequer prestados, porque a Gonçalves Lêdo não tinha condições técnicas”, afirma o delegado Henry Lopes, da Deco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado).

Firmado em 2009, o contrato entre a FAP e a Fundação Gonçalves Lêdo, ligada à maçonaria, tinha duração de cinco anos e previa repasses anuais de R$ 27.390.893,10, mas, em 2010, o Tribunal de Contas do DF decidiu suspendê-lo por causa das irregularidades encontradas. Desde então, as oficinas de inclusão digital foram suspensas.

Fucapi

Em Manaus, o Ministério Público Federal denunciou dirigentes e servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) em 2011 por improbidade administrativa. A ação ainda  aguarda julgamento na 3ª Vara Federal.

 O MPF/AM acusa os representantes da Fucapi e da Suframa de terem direcionado edital de licitação para prestação de serviços técnicos especializados. De acordo com o MPF, os contratos causaram enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e atentaram contra os princípios da boa administração pública.

 Outro ponto que chama atenção no contrato firmado entre a FAP e Fucapi é a rapidez com que o processo foi conduzido. O edital de “chamamento público” foi publicado em 3 de julho. Em 17 de julho, envelopes com propostas da Fucapi, da Fundação Universa e do Instituto Sul Americano de Desenvolvimento Sustentável foram abertos.

 Em 26 de julho, o resultado foi publicado no Diário Oficial do DF – ou seja, o tempo entre a avaliação das propostas e o anúncio do vencedor foi de apenas oito dias úteis. A FAP afirma que o ‘chamamento público’ foi escolhido para ‘dar maior transparência ao processo’ e que recorreu ao inciso XIII porque a atividade será de “desenvolvimento institucional”. A FAP atribuiu a rapidez ao detalhamento do edital e acrescentou que a Fucapi ofereceu o projeto mais consistente e com o menor preço. “Os critérios de pontuação estavam pré-determinados, portanto a comissão já sabia os pontos que deveriam ser analisados”, afirmou o diretor da FAP, Renato Rezende, em nota.

 

Fonte: Metro Brasília – 19/09/2012

OS NOVOS HERÓIS DA PÁTRIA AMADA TÃO SUBTRAÍDA?

MENSALÃO: ministros do Supremo podem se tornar referências morais num país sem os Grandes Brasileiros de outrora

Amigas e amigos do blog, talvez alguns de vocês ainda não saibam, mas ministros do Supremo Tribunal Federal — que como regra geral levam vidas discretíssimas, e dos quais a esmagadora maioria da população ignora até os nomes – vêm sendo reconhecidos e aplaudidos em restaurantes, shopping centers e parques públicos em Brasília. A começar, pelo que se poderia prever, pelo severo relator do caso, ministro Joaquim Barbosa.

O vento purificador que, até agora, vem soprando desde o Supremo Tribunal Federal no trato implacável que a maioria de seus ministros tem conferido ao processo do mensalão faz sentir seus efeitos.

Repito, para alguns leitores apressados: A MAIORIA de seus ministros. Não todos.

O país melhorou, mas ainda chafurda na miséria moral da impunidade

Não sei como terminará o julgamento. Ainda falta muita coisa — muitas acusações a serem comprovadas, muitos réus a serem escrutinados, muitas horas de trabalho dos ministros.

Não quero parecer otimista demais, amigas e amigos.

Mas ouso dizer que uma condenação rigorosa de altos figurões da República, como se esboça, possa ser um divisor de águas num país que há décadas vem melhorando em quase todos os setores, em quase todos os indicadores sociais e econômicos — mas que ainda chafurda na miséria moral da impunidade dos poderosos, no escárnio dos que roubam o dinheiro público, na empáfia de quem frauda e assalta sorrindo o que deveria ser de todos, de gente capaz de falsificar remédio para câncer a fim de ganhar dinheiro — sabendo que não vai para a cadeia–  ou de matar pelas costas uma ex-namorada, ser réu confesso e ainda assim, com advogadões, conseguir permanecer dez anos em liberdade após ser condenado antes de, finalmente, ser encerrado numa cela.

Sobral Pinto, Dom Paulo Evaristo Arns, e Dr. Ulysses Guimarães

O país melhorou em muita coisa, e seria um absurdo negar. Na vida pública, no terreno moral, porém, estamos num salve-se-quem-puder, num vale-tudo cínico e obsceno, numa terra de ninguém, no rés-do-chão — e sem que milhões e milhões de brasileiros de bem tenham, acima, para quem olhar como exemplo.

Onde estão os Sobral Pinto, os Doutor Ulysses, os Dom Paulo Evaristo, os Raymundo Faoro de hoje?

Foi-se o tempo em que um brado libertário do advogado Sobral Pinto, solene e grave em seus inevitáveis trajes negros, uma invectiva do católico fervoroso que defendeu sem cobrar o líder comunista Luiz Carlos Prestes, fazia tremer os canalhas, era capaz (como diria Nelson Rodrigues) de derrubar Bastilhas e decapitar Marias Antonietas e acendia esperanças no coração dos que desejavam justiça.

Não temos mais um Doutor Ulysses Guimarães — o Doutor Ulysses Guimarães “Senhor Diretas”, não o político do PMDB — para, desarmado, desafiar os cães da ditadura militar, fulminar, com um discurso, os Três Patetas da junta militar que usurpou o poder, ou comparar o general Ernesto Geisel a Idi Amin.

Nem tampouco o hoje adoecido cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, incansável defensor dos direitos humanos, para, diante da mentira escandalosa do regime de que o jornalista Vladimir Herzog se “suicidara” nos porões do DOI-Codi, começar o culto ecumênico por sua alma, na superlotada catedral da Sé paulistana naquele dia negro de 1975, com a condenação claríssima, corajosa e terrível, tirada de textos sagrados:

– Maldito seja aquele que, com suas mãos, tirar a vida de um irmão.

Não temos mais Grandes Brasileiros como antigamente, figuras humanas que, embora falíveis justamente por isso, eram referências morais, pareciam aos cidadãos estar acima do bem e do mal: um pensador católico como Alceu Amoroso Lima, um mestre desassombrado do Direito e defensor das liberdades públicas como Goffredo da Silva Telles — da “Carta aos Brasileiros” –, uma figura veneranda como o jornalista e pensador nacionalista Barbosa Lima Sobrinho, um presidente da Ordem dos Advogados com a firmeza, o equilíbrio, a coragem e o desassombro de um Raymundo Faoro.

Grandes Brasileiros e também Grandes Velhos.

O caso dos juízes italianos

Na Itália de de governos apodrecidos pela corrupção e, mais recentemente, pelo longo reinado do corrupto, autoritário e dissoluto primeiro-ministro Silvio Berlusconi, vem tomando cada vez maior vulto um partido político fundado por ex-juízes que, justamente, fizeram a grande limpeza que foi a Operação Mãos Limpas, nos anos 90, a qual resultou no esfacelamento completo de todos os partidos políticos tradicionais, metidos até o pescoço no lodaçal da roubalheira, do tráfico de influências e em outros tipos de crime.

Os partidos desmoronaram, líderes foram parar na cadeia, fortunas terminaram sendo confiscadas. Quem escapou de penas pesadas acabou banido, na prática e para sempre, da vida pública.

Esses magistrados implacáveis, a começar por um dos juízes que teve mais visibilidade nesse processo, Antonio Di Pietro, fundaram posteriormente um partido denominado, exatamente, Itália dos Valores (Italia dei Valori), um partido moderado, de centro, cujo eixo central de atuação é a absoluta intolerância com a corrupção. Entre outros feitos, o novo partido já ganhou de forma esmagadora eleições para governar duas das cidades com instituições mais infiltradas pelo crime na Itália e, provavelmente, no mundo — Palermo, na Sicília, e Nápoles.

Não se trata de ter heróis — mas referências morais

Não acho que os juízes, no Brasil, devam fundar partidos políticos.

Mas, quem sabe, terminemos o julgamento do mensalão não apenas com um resultado exemplar e saneador para a vida pública brasileira, mas também obtendo de novo NÃO HERÓIS, mas algumas REFERÊNCIAS MORAIS, algumas figuras públicas em quem os jovens possam se mirar, capazes de serem dignas de admiração e instrumentos de fé na Justiça, nas instituições, em valores como a correção, a ética, a honestidade e o cumprimento da lei – e num Brasil oficial menos safado e hipócrita do que o que temos.

FONTE: BLOG DO RICARDO SETTI