DCE-UNB TEM NOVA DIRETORIA

Alunos sem ligação com siglas políticas vence eleição do DCE da UnB

A fragmentação das chapas de esquerda é apontada como o principal motivo para o resultado

Surpreendente. Assim pode ser definido o resultado das eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília (UnB). Pela primeira vez, desde a redemocratização do país, uma chapa de direita se candidata e ganha o principal posto de representação estudantil na instituição. Apesar de ter abocanhado apenas 22,13% dos 5.782 votos, a Chapa 8, Aliança pela liberdade, de princípios conservadores e moralistas, garantiu a vitória. A apuração terminou na madrugada de ontem e, antes mesmo da posse da nova diretoria, as reações contrárias começaram. No fim da contagem das cédulas, muitos estudantes gritaram: “Eles não nos representam”. Em páginas de relacionamento na internet, alunos se manifestaram contra e a favor da virada de orientação política dentro da universidade.

Historicamente ocupado pela esquerda, a perda do comando do DCE significou um golpe cruel aos grupos que tradicionalmente formaram líderes dentro do movimento estudantil. Uma das justificativas para a vitória da chapa conservadora foi a fragmentação da própria esquerda na UnB. Para esse pleito, oito grupos se inscreverem, desses, seis eram ligados a partidos políticos de orientação esquerdista, como PSTU, PSol e PT.

Outro fator que contribuiu para a nova ordem foi o descrédito com as antigas gestões, principalmente com a União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, no poder desde a década de 1990. Pela resposta nas urnas, os estudantes querem renovação. “A maioria das chapas era de esquerda e a de direita não era tão conservadora. Por isso, escolhi a Chapa 8”, explicou Rayssa Brandão, 18 anos, estudante do 2º semestre de engenharia ambiental.

Descrédito
O pragmatismo da chapa também gerou interesse de grupos de alunos que, tipicamente, não se envolvem com as questões do movimento estudantil. As propostas fizeram sucesso entre alguns estudantes, como os da Faculdade de Tecnologia (FT). Na eleição passada, menos de 20% dos alunos da FT compareceram às urnas. Neste pleito, quase 60% desses universitários votaram. A Faculdade de Administração, que abriga os cursos de direito, de economia e de ciência política, também contribuiu para a vitória da Chapa 8.

O descrédito com que a Aliança pela liberdade foi tratada pelas concorrentes também influenciou o resultado. Durante a campanha, a maioria dos grupos focou a atuação em minar a Chapa 3, com número maior de participantes, além das ligadas à gestão atual do DCE. Sem oposição, os conservadores foram conquistando os alunos que, geralmente, preferiam se abster do processo eleitoral. “Sabemos que 22% é pouco em relação à representatividade dos estudantes da universidade, mas vamos tentar o diálogo para melhorar a nossa instituição. O nosso partido é a UnB”, disse André Maia, criador da chapa.

Para o reitor, José Geraldo de Sousa Júnior, a surpresa da vitória da Chapa 8 vai permitir à direção da universidade conhecer os anseios dos estudantes que, agora, se sentiram motivados a votar. “Esses alunos eram a massa silenciosa e conservadora da UnB. Estou curioso para saber como será essa gestão, vai ser um aprendizado”, disse.

A estudante do 6º semestre de antropologia Iara Vicente conta que quase perdeu um voo para participar da eleição. Ela temia que a universidade sofresse uma virada ideológica, como aconteceu. “O que me preocupa é que eles não estão interessados com a assistência estudantil. No lugar de pedir ampliação do Restaurante Universitário (RU), prometeram pleitear mais concessões para lanchonetes e pontos de xerox”, reclama. A UnB têm 35 mil estudantes de graduação e de pós-graduação, desses, 5.782 votaram na terça e quarta-feiras. A Aliança pela liberdade recebeu 1.280 votos e assumirá o diretório na próxima semana.

Principais propostas dos vencedores

» Implantação de um sistema parlamentarista para o DCE. A ideia é que cada centro acadêmico eleja um representante para compor a “assembleia”.

» Defesa de parcerias público-privadas na pesquisa acadêmica.

» Melhoria da infraestrutura da universidade. O projeto envolve a reparação de salas de estudo e de laboratórios e o fornecimento de papel higiênico e de toalhas de papel em todos os banheiros.

» Criação de um parque tecnológico.

» Apoio às empresas juniores.

» Aumento de concessões para a instalação de lanchonetes e
de papelarias no câmpus.

» Defesa da presença policial na universidade para garantir a segurança da comunidade acadêmica

Voto a voto

1º – Aliança pela liberdade – 1.280 votos
2º – Mobiliza UnB – 1.092 votos
3º – Junt@s somos mais – 955 votos
4º – Canto novo – 779 votos
5º – Transparência, unidade e ação: UnB, novos ares lhe caem bem – 562 votos
6º – Pra mudar a UnB — Oposição ao DCE – 341 votos
7º – DCEntralizar pra unificar – 315 votos
8º – Democracia e ação direta – 301 votos

 

*Alunos da Universidade Católica de Brasília escolhem hoje a sua nova Direção no DCE e no CADir. Os Estudantes do UDF também estão próximos de mais um pleito para o Diretório Central de Estudantes, FIQUEM ATENTOS!!!!

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FIRE UNIVERSITÁRIO UDF – ILUMINADOS EM CRISTO

“Aqueles que pregam e ensinam sobre Cristo sofrerão e serão fortemente tentados. Não podem fazer a sua obra sem o “poder do alto” prometido pelo Senhor ressuscitado.”

Os Alunos UDF têm encontro marcado com a Fé todas as Terças e Quintas (matutino e noturno) no horário do intervalo com o grupo Fire Universitário do UDF. O grupo formado por jovens cristãos se reúne para louvar e agradecer ao Senhor Jesus Cristo pelas glórias conquistadas.

A família cresce a cada encontro e todos esperam sua participação. Corações dignos de Graça são responsáveis pela evangelização do rebanho de Deus.

“Deus tem sido generoso com o Fire Universitário. Pois, temos presenciado de perto estudantes quebrantados, avivados e com sede pelo Evangelho”. ( Gilberto Araújo)

Participem!

Informações:

Todas as terças e quintas na hora do intervalo (matutino e noturno)

Local: Jardim da UDF (Área dos fumantes)

Contato: Altair Siqueira

twitter: http://twitter.com/#!/FireUniUDF (@FireUniUDF)

E-mail: intervalocomdeus.udf@gmail.com

Blog: fireuniversitario.wordpress.com

 

“CRACK”? TÔ FORA!!!

Chegou o dia da jovem Danila Dands gravar seu tão sonhado CD, “a voz da liberdade” , ontem (13).  Ela  solta a voz para dizer: CRACK TÔ FORA!”.

Danila tem 25 anos e cumpre pena há cinco anos no Presídio Feminino do Distrito Federal, (Colméia). A história de vida de Danila é intrigante. Ela nasceu dentro do presídio, quando sua mãe cumpria pena por tráfico de drogas. Aos seis meses de vida ela deixou o presídio para viver com sua avó materna, em uma cidade do interior de Goiás.

Danila recebeu da avó princípios cristãos e morais fortes, sobre os quais viveu até seus 11 anos, quando sua avó morreu. Diante da situação Danila retornou a Brasília para viver com sua mãe, que segundo ela, vivia em Ceilândia dentro de uma “boca de fumo”.

O cenário estava pronto, triste com a perda da avó, em um ambiente novo e desconhecido, envolto em cenas do submundo do crime, desabrochando para juventude, Danila foi tragada para o mundo que a levaria para trás das grades.

Viu no primeiro namorado a chance de ter aconchego, carinho e proteção, diante do medo, próprio de criança,  ao testemunhar, como ela mesma relata, assassinatos por acertos de contas e muitas maldades, praticadas pelos criminosos que a cercavam. O álcool foi o companheiro para anestesiar as dores da nova vida.

Aos 13 anos foi mãe de seu primeiro filho, e veio o segundo e  o terceiro e maus tratos do marido, que logo foi preso por tráfico de drogas. Ao visitar o marido na cadeia, veio o pedido para que ela levasse drogas para ele. Danila disse que pensou por muitos dias, mas decidiu fazer o que o marido havia pedido. Nervosa e trêmula, Danila foi presa em flagrante por porte de drogas em área de segurança. Começava aí uma sequência de tragédias na vida da moça.

Dois anos em regime fechado, período em que Danila não recebeu uma visita sequer, nem de amigos, nem de familiares. Trancada e  longe dos filhos amargou a solidão da vida atrás das grades. “Minha companhia era a música, nunca parei de cantar”, conta Danila, que se separou do pai de seus três filhos por meio de uma carta que escreveu.

Veio a liberdade condicional. Danila tinha a chance de reescrever a sua história. Mas para onde ir? Ex-presidiária e sem emprego? A única alternativa era voltar para casa mãe lá, na “boca de fumo”.

Danila livre,  conheceu um homem, trabalhador e disposto a mudar a vida da jovem. Apaixonados faziam planos para o futuro. Mas, para Danila as coisas não parecem fáceis. Uma batida policial na casa da mãe e drogas por todo lado. “A droga era da minha mãe, mas tive pena dela, que já estava velha e não ia agüentar a prisão, então decidi assumir e disse que era tudo meu. Voltei para cadeia, dessa vez presa em flagrante por tráfico de drogas”, relata Danila.

Novamente atrás das grades, a jovem descobriu que estava grávida. O  pai da criança que era funcionário da Companhia Energética de Brasília (CEB),  passou a visitá-la, deu assistência e acompanhou a gravidez. Aos nove meses de gestação, com a expectativa da chegada do bebê, Danila passa por mais uma perda. O pai da criança prestes a nascer, morre eletrocutado, quando realizava serviços elétricos em via pública.

Desolada, 20 dias depois da tragédia, Danila deu à luz a um menino, que viveu com ela dentro do presídio até os seis meses de vida. “Sofri muito quando meu filho foi levado pela avó paterna dele, mas me enchi de forças e esperança de sair daqui, mudar de vida e poder criar meus filhos com dignidade”, disse.

Danila se apegou à música e cantava as letras que ela mesma compunha. Até que em agosto de 2011 foi descoberta pelo produtor musical Carioca, que decidiu dar uma oportunidade aquela moça de olhar triste, mas forte, que traz no peito o desejo de alçar novos vôos que a levem rumo à liberdade e ao sucesso.

É com a música “Crack tô fora”, que Danila grava seu primeiro CD e inicia uma campanha de enfrentamento a essa droga que cresce desenfreadamente por todo o Brasil. “Sei o que o crack faz na vida das pessoas, tenho companheiras de prisão que são dependentes da droga, uma delas teve filho na mesma época que eu e não tinha leite, amamentei o meu filho e o dela. Tem mulheres aqui dentro que abrem mão de qualquer coisa por uma pedra de crack. Quero levar minha música e os relatos que ouvi aqui dentro, para alertar as pessoas aí fora, que qualquer um está sujeito a dar o primeiro passo rumo ao crack e na maioria das vezes é um passo sem volta. É uma droga que destrói famílias inteiras e agora está pegando as crianças, que trocam a infância pelo vício. É preciso parar o crack e isso é urgente”, explica.

Vídeo com música de Danila, que pode se tornar um hino da campanha de enfrentamento ao crack no Brasil;

Veja o vídeo aqui.

 

MOVIMENTO CONTRA A CORRUPÇÃO

MARCHA CORRUPÇÃO

A segunda rodada de marchas promovidas pelo Movimento Contra a Corrupção (MCC), como assinalamos ontem neste espaço, revelou crescimento dessa mobilização de protesto e favorável a medidas sérias que reduzam, porque ninguém tem a veleidade de extinguir, a corrupção no país. Um sinal de crescimento foram os espaços ganhos na imprensa, especialmente nos jornais. Já não está dando para ignorar.

Nesta segunda rodada, realizada na quarta-feira, feriado nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, o Movimento Contra a Corrupção recebeu as bênçãos explícitas da Igreja Católica, em manifestações expressas pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Raymundo Damasceno Assis e pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer. O apoio da Igreja Católica, que já havia sido anunciado anteriormente por intermédio da CNBB, mas na quarta-feira se consolidou, é um elemento importante para impulsionar o movimento.

Acrescente-se que também a Ordem dos Advogados do Brasil, que também já anunciara seu apoio com uma nota oficial, na quarta-feira passou a participar ativamente do movimento. Seu presidente nacional, Ophir Cavalcante, convocou os conselheiros federais da Ordem e os presidentes das seccionais estaduais a participarem da manifestação realizada em Brasília, que foi a principal, reunindo no mínimo 20 mil pessoas. O presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros, estava lá, mas uma representação da OAB, “uniformizada”, participou da marcha em Salvador.

Cumpre assinalar, porém, que, se está havendo perseverança na mobilização contra a corrupção, essa mobilização se faz diferente de outras tantas que contaram com as estruturas de partidos políticos e de sindicatos e confederações sindicais. Não quer a mistura, evita a instrumentalização. E faz muito bem.

Esta seletividade obriga, no entanto, a aumentar a criatividade. Uma óbvia, natural, intuitiva, mas grande idéia foi adotar a vassoura como símbolo do movimento. Este pediu que, na quarta-feira, os moradores de Copacabana (onde ocorreu a manifestação carioca) colocassem vassouras nas janelas. Não sei se o fizeram. Sei apenas que a praia amanheceu com 594 vassouras pintadas de verde e amarelo fincadas na areia. Uma para cada congressista.

Um certo senhor muito apreciado nos ibopes lançou no país uma tese segundo a qual uma campanha contra a corrupção tem a marca da “moralidade”, que é característica “da direita”, com o que, claro, a campanha passa a ser automaticamente “de direita” e “direitistas” se tornam automaticamente os que a fazem, os que participam.

Ora, isso é estranho, muito estranho, pois, no reverso da medalha (ou da moeda, já que estamos tratando de corrupção) os que são contrários a campanhas de corrupção, os que a querem inatacada, sabe-se lá por qual razão – muitos, neste sentido atuando no twitter, talvez por mero adestramento perpetrado pelo autor da mencionada e tão esquisita tese – representariam os que não são de “direita” e, detestando eles o “centro”, são necessariamente “de esquerda”. Então eles estão querendo mesmo dizer que a corrupção é coisa da “esquerda”?

Não creio que seja essa a intenção – que suponho seja apenas a de enrolar as pessoas que eles acham bobas–, mas quem não sabe rezar xinga Deus.

Em tempo: a vassoura é ótima. É um ótimo símbolo para a campanha. Todo mundo tem vassoura. Pelo menos, toda casa ou apartamento. A vassoura é democrática. No Chile usaram as panelas, mas panelaços as estragam. A vassoura é incorruptível.

Merece tratamento em separado.

VISITA AO INSTITUTO INTEGRIDADE

O RENOVADORES UDF com apoio de seus parceiros PRÓ CURSOS, Agência Amazônia de Notícias e demais voluntários, deu inicio a seu mais gratificante trabalho. Trata-se da parceria entre Instituto Integridade e RENOVADORES UDF para cooperação no atendimento de crianças, famílias carentes e idosos atendidos pelo Instituto.

Nada disso seria possível sem o empenho de cada parceiro. Agradecemos de forma especial ao PRÓ CURSOS (Preparatório para Concursos) que disponibilizou seus professores, funcionários e dependências para a realização de AULAS BENEFICENTES, angariando dos alunos, centenas de quilos de alimentos não perecíveis que foram distribuídos para o “Lar dos Velhinhos” e “Creche Irmã Elvira”.

Agradecemos também aos alunos que arrecadaram, individualmente, mantimentos, roupas e sapatos. Todos os produtos são utilizados na Instituição de forma direta ou indireta. A primeira visita foi para analisarmos quais são as necessidades mais urgentes do Lar e assim, traçar projetos para maximizar o trabalho voluntário do grupo.

A supervisora do Instituto solicita ajuda voluntária na parte de saúde, por essa razão, o RENOVADORES convida alunos UDF dos cursos de saúde (farmácia, Enfermagem, Educação Física), além dos futuros biólogos (para serviços externos). Pedimos, também, a colaboração dos alunos de Humanas (Letras, Pedagogia, Administração e Contabilidade) para trabalhos voluntários envolvendo as crianças atendidas pelo Instituto.

As visitas serão regulares e atenderão propósitos pré estabelecidos estudados entre o Instituto Integridade, RENOVADORES UDF e colaboradores. Participe, ajude àqueles que um dia fizeram e farão muito por você!

 

A VISITA (Sábado, 08 de Outubro)

A ansiedade tomou conta de todos os alunos que participaram do evento. Antes de entrarmos pelo portão principal do Instituto discutíamos como seria o tal planejado encontro. Fomos recepcionados pela supervisora de plantão, Edilene Silva, enfermeira, amiga e mãe de praticamente todos os idosos atendidos no “MARIA MADALENA”. Ela não fez nenhuma exigência, pedindo apenas a nossa compreensão em respeitar a privacidade de todos àqueles que estavam apenas acordando naquela manhã de sábado.

Estávamos apreensivos para descobrir como seriamos tratados, porém nos deparamos com muitos jovens fazendo estágio em pleno sábado (todos sorridentes), aliás, ao contrário do que poderíamos imaginar, tristeza não é uma palavra conhecida dentro do Lar, idosos, funcionários e voluntários parecem rir de qualquer coisa, exceto Dona Dira, que mesmo bem vestida, unhas feitas e perfumada não estava de bom humor na ensolarada manhã de sábado.

As histórias são contadas pela própria Edilene que parece conhecer cada senhor e senhora profundamente. Há os “colecionadores” que guardam objetos com defeito, mas que para eles estão em perfeito funcionamento. Também temos os movidos à musica, não desgrudam do som instalado na varanda do Bloco Feminino.

História de Amor (Seu Jorge e Dona Glória)

Nossa visita teve um sabor especial, pois ao conhecer a história do único casal de idosos na Instituição, tivemos a felicidade de chegar no dia do aniversário do esposo, seu Jorge, que completava 67 anos justamente no sábado (08 de Outubro). Ele é casado com Dona Glória (68) e vivem em uma casa separada dos demais idosos dentro do Instituto.

A caminho dos 70 anos, eles se conheceram, apaixonaram-se e, em pouco tempo, resolveram oficializar a relação. O detalhe é que o casamento ocorreu no Lar dos Velhinhos Maria Madalena, onde tanto ele quanto ela residem há algum tempo e um dia se deram conta um da existência do outro. São casados desde 2010 e o amor está fazendo um super bem para Seu Jorge que já sofreu dois AVC’s e antes de conhecer Glória sequer conseguia se comunicar.

Vida longa e felicidade ao belo casal. Obrigado por abrir suas portas aos RENOVADORES UDF.

 

Casa dos mais Vividos

O Lar dos Velhinhos Maria Madalena foi fundado em 7 de março de 1980. Suas instalações parecem as de uma casa de campo, com piscina e muito verde. Ocupa uma área de 35 mil metros quadrados e divide espaço com o IGB e com a Creche Irmã Elvira. Os idosos ficam alojados em três pavilhões distintos — um só para homens, outro para as mulheres e um terceiro para aqueles que não têm mais condições de se locomover. O lar dispõe de uma sala equipada para fisioterapia onde quem é encaminhado pelo médico recebe massagens e faz ginástica. Durante todo o dia há atividades como pintura, filmes e crochê. Parte das vagas são de caridade,

“FICHA LIMPA É A SOLUÇÃO POSSÍVEL”

Terminou na última sexta (7) o prazo para mudanças nas regras eleitorais.
Para Ricardo Lewandowski, é necessário rever doações a campanhas.

Débora Santos Do G1, em Brasília

Ricardo Lewandowski preside sessão no TSE na última quinta (6) (Foto: Carlos Humberto./ASICS/TSE)
Ricardo Lewandowski preside sessão no TSE na última quinta (6) (Carlos Humberto./ASICS/TSE)

Com a reforma política ainda longe de um consenso no Congresso Nacional, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, aposta na aplicação da Lei da Ficha Limpa para garantir alguma barreira à corrupção nas eleições de 2012.

O problema é que a norma corre o risco de ser esvaziada no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai definir sua aplicação.

“A Ficha Limpa é a reforma política possível no que tange à moralidade dos costumes políticos. Tenho esperança de que seja levada a julgamento [no plenário do STF] ainda neste mês”, afirmou o ministro.

Apesar de não tratarem dos mesmos temas, a Lei da Ficha Limpa e a reforma política, na opinião do ministro, têm em comum a intenção de evitar e punir irregularidades. A lei, que entrou em vigor em junho do ano passado, impede a candidatura de políticos condenados por colegiados ou que tenham renunciado a mandato eletivo para fugir de cassação.

Já a reforma política discute, entre outras medidas, fórmulas diferentes para a eleição no Legislativo, regras para ampliar o financiamento público e limitar ou impedir doações diretas de empresas a partidos e políticos, entre outras medidas. Para Lewandowski, a contribuição privada de campanha pode “ensejar corrupção”.

Mesmo que os parlamentares aprovem mudanças nas leis eleitorais nos próximos meses, as novas regras não valeriam para as eleições municipais de 2012. Desde a última sexta-feira (7), eventuais novas leis e modificações nas atuais regras não poderão mais ser aplicadas no ano que vem, de acordo com o calendário eleitoral.

“Como cidadão, lamento que a reforma [política] não tenha sido feita. Defendi uma reforma que me parecia prioritária, incluindo o fim das coligações nas eleições proporcionais [para o Legislativo], a limitação dos gastos de campanha, o fim do financiamento de empresas para campanhas políticas, a definição de limites para gastos eleitorais e a adoção de uma cláusula de desempenho ‘inteligente e razoável’ que impeça a existência de partidos sem consistência política e ideológica”, disse o presidente do TSE.

Nas eleições de 2010, o TSE identificou quase 4 mil empresas que doaram, juntas, aproximadamente R$ 142 milhões acima do limite permitido. Por lei, as empresas podem destinar a campanhas eleitorais até 2% do faturamento bruto do ano anterior.

Os indícios de irregularidades foram verificados também nas contribuições de pessoas físicas. Segundo o TSE, quase 16 mil são suspeitos de ter extrapolado o limite legal de doações a campanhas nas eleições do ano passado.

Juntas, pessoas físicas teriam doado cerca de R$ 72 milhões além do teto permitido (10% dos rendimentos brutos de cada cidadão no ano anterior).

‘Ficha limpa esvaziada’
Na semana passada, o presidente do TSE declarou apoio à Marcha contra a Corrupção, marcada para a próxima quarta-feira (12), em Brasília.

Além de protestar contra a impunidade, o movimento pretende pressionar o STF para que julgue uma ação em que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pede que a Corte declare a Ficha Limpa constitucional.

“Nós, brasileiros, acreditamos que um novo governo, um novo presidente do Congresso, novos parlamentares, todos garantiram que fariam a tão esperada reforma política. Mais uma vez a nação fica frustrada. A sociedade vai ter de se mobilizar”, afirmou o presidente da entidade, Ophir Cavalcante.

O representante da OAB acredita que a Lei da Ficha Limpa corre o risco de ser “esvaziada” no Supremo caso não possa ser aplicada a condenações anteriores à sua vigência.

Outro ponto controverso da norma, que será avaliado pelo STF, é o fato de punir com a inelegibilidade o político condenado mesmo antes de se esgotarem as possibilidades de recurso. A Justiça brasileira entende que uma pessoa só é considerada culpada depois de condenada em todas as instâncias.

“Se for julgada inconstitucional a questão da presunção de inocência, a lei perde a eficácia. Ainda existe o risco de que a lei seja esvaziada. Aí deixa de ter um efeito, frustrando novamente a sociedade”, alertou Cavalcante.

“O PERDIZ” NÃO PODE ACABAR

Artistas do DF se reuniram ontem, na sede do Teatro do Concreto (Conic), para discutir série ações que resolva a situação da Oficina Perdiz, cuja terreno para a construção na 710 Norte está embargado por processo de usucapião. José Perdiz, que transformou a sua oficina mecânica num palco teatral na década de 1970, esteve presente e contou sobre as dificuldades que enfrenta no espaço da antiga oficina (708/709 Norte). O movimento começou depois que o Correio Braziliense publicou, na edição de quarta-feira, reportagem de capa do Diversão & Arte contando a luta de Perdiz para sobreviver. O compromisso firmado entre a construtora Ipê-Omni, responsável juridicamente pelo projeto da nova oficina, e o mecânico está embargado. Aos 80 anos, o mecânico e mecenas teme que o acordo, que foi acompanhado pelo Ministério Público e pelo GDF para a construção da nova oficina, caia no esquecimento.

Os artistas da cidade lançaram um abaixo-assinado para ser entregue ao governador do DF, Agnelo Queiroz, e articulam reuniões com advogados e representantes do poder público. “Neste momento, convocamos a população do DF para aderir a campanha Salve a Oficina Perdiz. Uma dos primeiros movimentos é a assinatura do abaixo-assinado”, convoca Francis Wilker, diretor do Teatro do Concreto, grupo que surgiu na Oficina Perdiz.

Enfrentando severas dificuldades financeiras, José Perdiz está com o telefone de seu ponto comercial cortado, sem realizar chamadas telefônicas. O telhado da oficina-teatro também precisa de reparos, pois foi danificado pela marquise do prédio vizinho. As modificações no teto não permitem que estruturas de iluminação e cenário sejam montadas no local. Há dois anos, nenhum grupo apresenta espetáculos no espaço, que virou teatro em 1975, quando o mecânico cedeu o lote para a montagem de um enteado, estudante de artes cênicas. Desde então, diversos grupos se sucederam na oficina, que virou uma referência de palco.

 

Fonte: Correiobraziliense